SC: Associação de cannabis medicinal

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Na foto estão Dona Edna e o neto Pedro

A Santa Cannabis fica em Florianópolis e possui profissionais das áreas da Saúde e do Direito. O canabidiol produzido pela associação está dando bons resultados em doenças como Parkinson, epilepsia e fibromialgia. O caso mais emblemático é o da idosa Edna Aparecida de Figueiredo, 81 anos, há dez, diagnosticada com Parkinson. No auge da doença, a aposentada não conseguia mais conversar e faltava coordenação motora até para segurar um telefone na mão. Os remédios tradicionais resolviam pouco e os efeitos colaterais eram péssimos, como a incontinência urinária.

Pesquisando sobre terapias para o Parkinson o neto de Edna conheceu o neurocirurgião Pedro Antonio Pierro Neto, colunista e fundador do Sechat. Dr Pedro que passou a receitar o óleo de CBD e THC para a paciente. Gotas na boca de manhã, de tarde e à noite. A medicação começou a dar resultados menos de uma semana após o uso.

“Nunca mais eu consegui fazer nada. Pintava tela, fazia crochê e hoje não faço mais nada. Estou emocionada. Graças ao canabidiol estou conseguindo fazer tudo de novo. Se não fossem essas gotinhas, não sei o que seria de mim,” contou dona Edna. ao ao portal da Santa Cannabis.

O neurocirurgião funcional Pedro Pierro Neto informa que a cannabis pode ser usada por pacientes de qualquer idade, “para a maioria das doenças que têm essa indicação, desde que seja pelo uso compassivo, ou seja, quando tratamento pelos métodos convencionais não apresentou resultado clínico satisfatório e nesses casos a utilização do óleo à base de cannabis medicinal é permitido”.

Santa Catarina luta para conquistar primeiro Habeas corpus

Hoje há duas maneiras de se adquirir óleo de canabidiol legalmente no Brasil. A tradicional é através de um pedido de importação pela Anvisa. Desde 2015, quando o canabidiol foi retirado da lista de substâncias proscritas pela agência, já foram autorizadas 8.887 importações do medicamento. No entanto, o custo desse produto mais taxas fica em torno R$ 3 mil, enquanto que o óleo artesanal feito no País pode sair por menos de R$ 350.

Essa é a segunda forma legal de se obter o óleo: o plantio. Algumas associações de cannabis, como a Abrace e a Cannab, conseguiram autorização judicial para cultivar a planta e assim beneficiar centenas de pacientes. De acordo com a ONG Reforma Drogas, uma rede jurídica de apoio a mudanças na política de drogas no Brasil, já foram pedidos 42 habeas corpus para o cultivo de maconha com fins medicinais no Brasil, e 33 foram concedidos. Nenhum, no entanto, em Santa Catarina.

A advogada criminalista Raquel Schramm é integrante da Reforma Drogas e diretora jurídica da Santa Cannabis. Ela espera que o caso da dona Edna seja o primeiro habeas concedido no Estado para o plantio.

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