Redes sociais: proibições ‘injustas’ sobre cannabis prejudicam pequenas empresas

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(Créditos da imagem: Unsplash/Dole777)

Curadoria Sechat, com informações de Yahoo! Notícias

As rígidas políticas de publicidade do Facebook e do Instagram estão prejudicando as pequenas empresas que fabricam produtos de cânhamo – mesmo que o derivado da cannabis não possa deixá-lo sob os mesmos efeitos da famosa planta (por não conter THC), seja legal há décadas e tenha sido cultivado até por George Washington.

De acordo com Mike Goose, empresário de 41 anos que dirige a Let There Be Hemp – empresa com sede em Nova York que fabrica tortilhas de sementes de cânhamo -, seus anúncios são rejeitados pelo Facebook desde 2019. Tudo, segundo ele, por violar sua proibição de anúncios de produtos ou serviços ilegais. “Estamos muito confusos sobre por que eles os rejeitariam, já que o cânhamo era legal”, comentou ao portal The New York Post.

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Explicação rasa por parte do Facebook

Quando o fundador reclamou com o Facebook, a empresa ofereceu pouca clareza. Em um e-mail intrigante compartilhado com o The Post, uma funcionária de suporte do Facebook chamada Amelie disse a Goose que, embora não estivesse promovendo uma substância ilegal, “às vezes, alguns conteúdos podem ser detectados e relacionados a conteúdos que foram marcados como inseguros”.

Anúncios cruciais para pequenas empresas

Goose diz que a proibição desconcertante prejudicou sua capacidade de encontrar clientes e expandir seus negócios. “Nosso maior problema agora é nossa capacidade de divulgar nosso nome”. A situação da empresa de Mike ressalta o quanto os anúncios do Facebook são cruciais para as pequenas empresas americanas. 66% das pequenas empresas nos EUA usam o Facebook para publicidade, enquanto 41% usam o Instagram, de acordo com uma pesquisa de 2021.

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Alternativas criativas e rebranding

Algumas empresas encontraram uma maneira criativa de cumprir as políticas do Facebook depois de ter vários de seus anúncios banidos. A Doozy Pots da Wonderlab – uma fabricante de gelato de cânhamo com sede em Cincinnati, Ohio -, por exemplo, removeu completamente a palavra “cânhamo” de suas embalagens. Depois que eles fizeram a alteração, seus anúncios começaram a ser aprovados.

Mas o rebranding forçado pelo Facebook como “à base de plantas” em vez de “à base de cânhamo” torna difícil se destacar contra seus concorrentes, de acordo com os fundadores, o casal Kirsten e Karl Sutaria. “Nossos concorrentes, se estiverem usando coco ou uma base de caju, podem falar sobre os benefícios de usar essa base”, disse Karl Sutaria ao The Post. “Não podemos falar de cânhamo em nossos anúncios. É uma desvantagem injusta para nós”.

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Na Justiça

Embora Sutaria e Goose não usem CBD (canabidiol) em seus produtos, outras pequenas empresas que usam o produto relacionado à maconha também reclamaram das políticas de anúncios da Meta – empresa que controla o Facebook, Instagram e o WhatsApp. Em 2019, um empresário processou o Facebook no tribunal federal de Nova York por sua proibição de publicidade, alegando que a empresa “censurou indevidamente” anúncios de uma conferência online sobre o canabidiol. O processo foi posteriormente arquivado.

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