Fundos de cannabis têm desempenho abaixo do esperado em 2021

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(Créditos da imagem: Pexels/Ahsanjaya)

Por Jacqueline Passos (com informações de Valor Investe)

Investir em fundos de investimentos temáticos ao invés de optar por ações de uma única empresa têm sido uma boa saída, principalmente, para quem deseja apostar no mercado da cannabis. No entanto, de acordo com análise do Valor Investe, apesar dos 10 fundos temáticos que mais renderam em 2021 terem crescido 88% – frente queda de 12% do Ibovespa, principal índica de ações da B3 no período – também houveram perdas e o setor da cannabis estava entre os 10 fundos que mais recuaram, com média, de 27%.

“Um fundo de investimento pode sofrer dois efeitos, o macro e o específico. O macro é o setor que ele atua (se estiver chovendo, ele vai se molhar) e o específico é a habilidade do gestor em gerar valor (pode pegar mais ou menos chuva)”, explica Carlos Heitor Campani, PhD em Finanças, professor do Coppead/UFRJ e colunista do Valor Investe.

A expectativa para os fundos de cannabis em 2021 era que eles acompanhassem o mesmo cenário promissor de 2020, algo que não aconteceu. Após a liberação da planta para uso medicinal no Reino Unido e no México e a expectativa de uma possível regulação federal nos Estados Unidos com a eleição do presidente Biden, havia uma expectativa de abertura do mercado.

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Segundo Guilherme Zanin, analista da Avenue Securities, plataforma de investimento nos Estados Unidos, o ano passado foi “sem mudanças tectônicas com relação à regulação“, o que prejudicou o desempenho das ações.

É um mercado incipiente, em que as coisas evoluem, mas é dependente de mudança de governo e de postura das pessoas. Algumas empresas cresceram e tiveram aumento de receita, mas muitas delas, ainda estão com a última linha do balanço negativa (prejuízo). Estão crescendo, mas precisam começar a se provar e dar lucro”, explica Zanin.

Na lista disponibilizada pelo Valor Investe com os 10 piores fundos temáticos, três são do setor da cannabis, sendo dois da Vitreo e um da XP, que tiveram perdas entre 19% e 28%, o que é possível avaliar no quadro abaixo:

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Outros setores que também tiveram um desempenho ruim quanto aos fundos de investimento foram: construção civil, consumo e metais. No entanto, o pior fundo temático de 2021, o Pátria Pipe Advisory II FIC FIA, não está em nenhum desses segmentos, já que investe na participação de outras empresas.

Para não perder dinheiro ou, não perder MUITO, a regra é a diversificação e, claro, investir no fundos temáticos com moderação, uma vez que o risco pode ser maior do que o ganho.

Para Luiz Felippo, sócio e analista da casa de análise Nord, quando se fala em investimentos em fundos temáticos, “O percentual ideal varia de investidor para investidor, mas não recomendaria ter mais de 1% da carteira em temáticos”, diz.

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Outra dica de ouro é buscar por informação de qualidade a respeito do tema, seja em portais especializados ou pessoas de confiança que entendem do assunto.

“É legal ter temáticos diferentes para investir, que dá possibilidade de fazer várias coisas. Mas é importante as pessoas entenderem o que estão comprando: ‘A temática faz sentido?’ ‘A que preço estou comprando?’ Muitos ganham fama e os investidores entram em um momento que estão caros, na alta, e vendem na baixa, quando caem”, aponta o analista.

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