Pesquisadores israelenses apontam benefícios da cannabis contra epilepsia em crianças

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Epilepsia é uma perturbação da atividade das células nervosas no cérebro, o que causa convulsões (Foto: Cottonbro/Pexels)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de NoCamels

A cannabis medicinal, particularmente, vem sendo bem-sucedida no tratamento da epilepsia grave e dos efeitos colaterais mais prejudiciais da quimioterapia em crianças.

Estudiosos da Universidade Hebraica de Jerusalém (UH) completaram uma meta-análise de pacientes pediátricos tratados com cannabis medicinal para entender melhor os riscos e benefícios do uso de cannabis entre pacientes jovens. Apresentando suas descobertas esta semana no 31º Annual International Cannabinoid Research Society Simpósio (ICRS) sendo realizado em Jerusalém pela primeira vez, trás como anfitrião da conferência o Centro Multidisciplinar de Pesquisa de Canabinoides (MCCR) da HU, um importante centro de pesquisa em cannabis medicinal.

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A equipe, liderada pelo professor Ilan Matok da Escola de Farmácia do (UH) e do David R. Bloom Center for Pharmacy, junto com o doutorando Nir Treves, queriam verificar a qualidade dos estudos porque, como Matok diz em reportagem, “não há muitos dados sobre o uso de cannabis medicinal para crianças”.

“Tem havido estudos sobre o uso de cannabis medicinal em crianças em tratamento de autismo, epilepsia e quimioterapia”, explica ele, “mas, uma vez que a cannabis medicinal não é globalmente uma droga licenciada, as pessoas foram impedidas de usá-la em crianças por causa de sua conotação negativa. Não há estudos suficientes para saber se é apropriado para as mesmas ” diz Matok.

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A meta-análise descobriu que o CBD (canabidiol) é eficaz na redução do número de convulsões graves em crianças com síndrome de Dravet, uma epilepsia rara e resistente aos medicamentos convencionais. Da mesma forma, a cannabis é usada com sucesso para aliviar alguns dos efeitos colaterais mais perniciosos da quimioterapia, reduzindo a gravidade das náuseas e vômitos que muitas vezes acompanham esse tratamento.

“Dentro desta revisão sistemática, descobrimos que com o uso de componentes encontrados na cannabis medicinal, trouxe uma redução de 40 por cento no número de crises epilépticas em crianças com epilepsia refratária. Isso é especialmente significativo para crianças onde nenhuma outra droga epiléptica está ajudando”, reforça o pesquisador.

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Em contrapartida o estudo também mostra que o CBD suprime o apetite dos pacientes, além disto, outros componentes da planta que vem sendo usado ​​em tratamentos médicos, afetam o estado mental das crianças, causando fadiga, apatia, tontura e letargia. Por isso, os pesquisadores ressaltam que muitos outros testes são urgentemente necessários.

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