Documentário conta um pouco da história do “papa da cannabis”

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documentário "The Scientist", do diretor Zach Klein (2011) (Foto: Capa)

João R. Negromonte

Antes de Mechoulam, ninguém sabia especificamente como a cannabis age no corpo humano. Existia uma tese de que a mesma possuía “efeito não específico”, ou seja, não opera em lugar definido do corpo, apenas propaga um mal onde quer que toque. Essa falta de informação, levou pessoas acreditarem que a planta era uma espécie de veneno que intoxicava tudo ao seu redor. Esse pensamento deu fôlego para teorias inventadas como a que diz que cannabis mata os neurônios, o que em teoria, deveria ser uma verdade, pois se é um veneno, deve matar.

Hoje, após meio século de pesquisa desenvolvida pelo químico, sabemos que não é nada disso. A cannabis não é um veneno que mata ou incapacita as células, na verdade, ela funciona como uma espécie de  “chave”, que coloca todo um minucioso sistema de células espalhadas pelo nosso corpo para funcionar numa espécie de engrenagem, denominado pelo próprio Mechoulam e sua equipe como sistema endocanabinóide.

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O documentário disponibilizado na plataforma Youtube, conta com o apoio e distribuição da Fundación CANNA e mostra como uma criança do holocausto na Bulgária imigra para Israel com sua família e deslancha sua carreira como o principal pesquisador de cannabis medicinal do mundo.

Sua relação com a planta tem mais de 40 anos, sendo o primeiro cientista a isolar os componentes CBD e THC presentes na mesma. A pesquisa realizada pelo professor e sua equipe, modificou o modo como nós enxergamos e lidamos com doenças antes com tratamentos ineficazes.

Em entrevista concedida ao Sechat em 2019, dr. Raphael é indagado sobre porquê o Brasil ainda flerta com esse obscurantismo velado por parte de nossos governantes? Em resposta o cientista é enfático:

 Acredito que o Brasil é um país relativamente conservador e, em temas como a maconha, ele vai devagar. Mas, como existe uma pesquisa notável nessa área no Brasil, acredito que preparações específicas de cannabis medicinal serão gradualmente aceitas e regulamentadas oficialmente. Dr. Carlini trabalhou comigo e foi quem obteve os primeiros resultados bons em pacientes com episódios de convulsão diários. Isso há 30 anos. Por que essa pesquisa não seguiu? Por que não pode ser retomada? Por que não tem espaço para essa discussão? São boas perguntas. E esse é momento de fazê-las.

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Mechoulam reforça ainda que, na medida em que mais pesquisas são publicadas, torna-se óbvio que preparações específicas de cannabis são drogas boas.

Minha ênfase é na medicalização da cannabis, e não na legalização absoluta da planta, que é uma questão social.

Bem, se a ideia é se informar baseado em fatos científicos e descobrir alguns dos benefícios que a cannabis pode trazer para nossas vidas, a dica Sechat de hoje é esse documentário. Vale muito a pena conferir essa aula sobre todos os sistemas e componentes presentes na cannabis.

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