Comissão especial da Cannabis rebate acusações de Osmar Terra

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Paulo Teixeira, presidente da comissão especial da Cannabis

Por Valéria França

A comissão especial da Cannabis medicinal, organizada pela Câmara dos Deputados, realizou nesta terça-feira (3) uma sessão voltada ao cultivo. Os integrantes entendem que para os medicamentos serem acessíveis aos pacientes, o Brasil deve produzir a matéria-prima.

Entre os convidados, Deniiys Zsolt, engenheiro agrônomo do Instituo Vital Brasil, que dá apoio e monitora os pacientes com autorização de plantio, Luiz Eduardo Rangel, do Ministério da Agricultura e o cientista social Paulo Fraga, com mestrado em planejamento urbano e regional. Todos são especialistas com dados, experiências e questões diversas que podem contribuir em relação ao cultivo da Cannabis medicinal.

Apesar da qualificação técnica e política de cada um, o ponto alto da reunião foi o debate entre o presidente da comissão Paulo Teixeira (PT-SP) e o deputado Osmar Terra (MDB-RS), que se inscreveu para falar durante a audiência.

“Fiz questão de estar aqui para acompanhar uma área que me dedico há muito tempo, a questão das drogas. Temos muito a construir com o debate. Vejo que temos muitas pessoas aqui a favor do lobby, a favor da liberação das drogas. Realmente é um debate que precisa ser feito”, disparou Terra, logo de início. O discurso, mais uma vez, tinha o objetivo de acusar a comissão de intenções veladas, como se o debate não fosse de fato para chegar a melhor forma de regular o comércio da Cannabis medicinal, garantindo o acesso do tratamento a todos os pacientes.

“Vou encaminhar para a mesa a solicitação para que se ouça as entidades que reúne mães que perderam os filhos para as drogas. É hora de fazer esse debate aberto. Quem está preocupado com a maconha medicinal ou com alguma substância em particular não propõem o plantio em grande escala” continuou o deputado Terra.

Ao longo do discurso, ele foi cortado várias vezes por Teixeira. “Quero aceitar o debate com o ministro, agora deputado. O uso medicinal da Cannabis foi previsto na lei de 2006. É legal. Há uma omissão parlamentar, a de ficar 14 anos sem regular a Lei de Drogas, que excetua o uso medicinal da Cannabis”, disse o presidente da comissão.

Lobby

A comissão também foi acusada por Osmar Terra de estar atendendo ao lobby econômico das empresas internacionais de Cannabis. “Não tenho conhecimento de lobby feito por empresas, mas o conhecimento de pacientes que nos comovem”, rebateu Teixeira.

Acessibilidade

O relator da comissão, Luciano Ducci (PSB-PR), que como Terra é médico, reagiu: “Estamos tratando o assunto de forma séria e apropriada. Estamos tratando de famílias que demandam o uso de medicamento para melhorar a qualidade de vida. Não estamos jogando para torcida, mas para famílias que precisam da medicação.”

Teixeira lembrou que o Mevatyl, medicamento usado para conter espasmos, à base de CBD e THC, custa na farmácia “uma bagatela de R$ 2.800”. E concluiu: “Não há como baixar o preço do medicamento se a matéria-prima for importada”.

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