Cannabis Thinking: O que a cannabis tem a ver com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU?

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Painel #verdequetransforma ODS - A Indústria da Cannabis alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. (Créditos da imagem: Sechat/Jacqueline Passos)

Por Jacqueline Passos

O painel “#verdequetransforma ODS – A Indústria da Cannabis alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, que abriu o palco Revolução 5.0 na última edição do Cannabis Thinking, trouxe discussões importantes sobre política, diversidade, inclusão social e sustentabilidade. O evento aconteceu no último sábado no Civi-co em São Paulo. 

Com mediação de Cris Guterres, jornalista e apresentadora do Estação Livre na TV Cultura, o painel contou com nomes de peso, como: Keila Santos, fundadora da Revivid Brasil, Patricia Villela Marino, cofundadora e presidente do Instituto Humanitas 360, e Patrick McCartan, CEO da Regennabis. 

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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. (Créditos da imagem: Divulgação/ONU Brasil)

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Sobre o painel

A abertura do painel foi feita por Patrícia Villela Marino, cofundadora e presidente do Instituto Humanitas 360 e também sócio e cofundadora do Civi-co. O espaço chamado por ela de hub canábico do Brasil, recebe várias empresas do mercado de cannabis, inclusive a The Green Hub, organizadora do evento.

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“Hoje, nós falamos sim de biotecnologia, nós falamos de bioeconomia para trazer a vida para o centro das discussões econômicas. Nós nos antecipamos ao marco legal, dentro de uma obediência. Porque aqui nós estamos nos preparando para que haja um mercado brasileiro com ciência brasileira, mantido e promovido por brasileiros, que cuide dos seus outros brasileiros. Antes que o marco legal nos pegue desprevenidos e os estrangeiros, que também são bem-vindos, possam ser os protagonistas dessas histórias, das nossas histórias, das nossas oportunidades, do nosso mercado. Hoje, nós abrimos em um evento presencial, o que já mostra a ousadia, dentro da obediência, dos brasileiros, de estarmos aqui juntos, estarmos aqui guardando medidas sanitárias, mas não abrindo mão, não nos omitindo da necessidade de discutirmos o que são as melhores práticas, dentro da governança, do social e do respeito ao meio ambiente, junto com as condutas práticas dos Objetivos Sustentáveis das Nações Unidas.”

Patrícia Villela Marino

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Igualdade de gênero

A discussão, que aconteceu em português e inglês, já que Patrick é irlândes e mora atualmente nos Estados Unidos, trouxe pontos importantes sobre a igualdade de gênero no mercado da cannabis. Keila, fundadora da Revivid Brasil, alertou para um dado importante, de acordo com ela, apenas 3% dos investimentos do setor são feitos em empresas lideradas por mulheres. Ela ainda comentou que possui um programa de inclusão para a contratação de mulheres e que boa parte do seu time no Brasil é composto por colaboradoras do sexo feminino. 

Redução das desigualdades

Outro tema amplamente abordado no painel foram as desigualdades sociais. Principalmente quando se fala da cannabis, substância que ainda é vista como droga pela legislação brasileira e que é a protagonista por boa parte do encarceramento de negros, mulheres e pessoas marginalizadas pela sociedade. Segundo Patrícia, “Prendemos mal, prendemos com base nos critérios de cor, raça e extrato econômico”. Ela também lembrou que a cada três pessoas presas, duas são pretas ou pardas. Dados que ressaltam o quanto é necessário falar e rever os conceitos da sociedade em torno deste assunto.

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Além disso, Patrícia também comentou que as bolsas entregues ao final do evento, foram produzidas com tecido reciclável pela Tereza Vale a Pena. Iniciativa social formadas por mulheres encarceradas, egressas do sistema prisional e vítimas de violência doméstica. 

Sustentabilidade

O tema foi trazido à tona por Patrick, CEO da Regennabis, consultoria que auxilia empresas do mercado da cannabis a se adequarem aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Ele avaliou que todos nós, inclusive as empresas de todos os setores, devemos nos preocupar com as mudanças climáticas e outros fenômenos da natureza, para que possamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos. 

Quando o assunto é encarceramento, ele ressaltou que o problema do sistema prisional brasileiro não é exclusivo do nosso país, já que também acontece nos Estados Unidos. Patrick inclusive citou o The Last Prisoner, projeto americano fundado pelo ativista Steve DeAngelo, que tem como missão soltar todos os presos por crimes relacionados à cannabis. 

Sobre a planta, ele disse:

“Eu parei para entender mais sobre a cannabis e me dei conta que esta planta é mágica e irá mudar o mundo.”

Patrick McCartan

Ainda sobre o tema sustentabilidade, Keila comentou que iniciou um projeto para destinar o lixo canábico que sobre das plantações em caminhas para gatos. Ela inclusive já produziu algumas e enviou para abrigos de animais nos Estados Unidos, país onde mora. 

O painel de abertura do Cannabis Thinking foi de extrema importância, pois trouxe perspectivas diferentes para a discussão do evento. 

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