Brasileira recebe menção honrosa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de SC por projeto com cannabis no Uruguai

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(Imagem: Reprodução/Behance Cristiana Rodrigues Breyer)

Por João R. Negromonte

Pós-graduada em cidades inteligentes, Cristiana Breyer, através de seu Trabalho de Conclusão de Curso pela UNIVALI – Balneário Camboriú, intitulado de Metamorfose Urbana: Impulsionando a Economia Criativa e o Mercado da Cannabis no Uruguai, criou um projeto que visa o aquecimento da economia de um país, nesse caso o Uruguai, por meio do crescente ecossistema da cannabis. 

Através de uma reestruturação urbana de áreas abandonadas com foco no turismo e nos negócios da cannabis como forma de atrair mais pessoas para esse nicho mercadológico, a arquiteta criou a proposta de uma cidade resiliente, ou seja, capaz de se adaptar a qualquer mudança.

A partir da década de 90, o Uruguai viveu uma forte recessão industrial. Os mercados mais prejudicados foram o têxtil e o calçadista, devido ao surgimento de serviços com uma maior iniciativa criativa e tecnológica, que obrigou aqueles que não se adaptaram a fecharem as portas. Com isso, algumas áreas da cidade uruguaia acabaram ficando abandonadas.

Em meados de 2013, quando o governo do ex-presidente José Mujica regulamentou a Cannabis para fins industriais, comerciais e de consumo, criou-se um enorme potencial mercadológico com as novas possibilidades de negócios que o ecossistema da planta proporcionou.  

Embarcando nessa nova opção de negócios, Cristiana desenvolveu esse projeto como forma de explorar o potencial arquitetônico da área abandonada e, ainda, beneficiar-se do boom da cannabis no país. 

A ideia é conectar todo o ambiente com atividades diversas, alinhando e fomentando a economia criativa com o mercado da cannabis que, segundo pesquisa feita pela arquiteta e urbanista, tem previsão de crescimento de 1200% até 2025.

Imagem: Reprodução/Behance Cristiana Breyer

Com esse aumento da demanda dos serviços não tradicionais, Cristiana, que sempre teve interesse no tema cannabis por “trazer luz a escuridão acadêmica”, segundo ela, busca através de seu projeto, impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de cidades e regiões, não só uruguaias, mas de qualquer país que, a partir do uso eficiente de recursos e do território, privilegie uma economia circular, social e solidária. 

Ela reforça também, que a planta tem potencial de romper com os padrões do mercado e deslocar empresas já consolidadas, reconfigurando as dinâmicas das organizações e dos espaços urbanos, por isso, é importante estar atentos às novidades que o mercado pode nos oferecer para não ficarmos de fora dessa nova “onda” canábica.

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