Ato pela cannabis medicinal é barrado no Salão Verde em Brasília

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O ato organizado pela Informacann aconteceu ontem no gramado do Congresso Nacional, após 15 integrantes serem impedidos de entrar no Salão Verde, local onde o evento estava programado para ocorrer. (Créditos da imagem: Divulgação)

Por Jacqueline Passos (com informações de Informacann)

Para celebrar o Dia Nacional da Cannabis Medicinal, que acontece no próximo sábado (27), a InformaCANN organizou um ato em defesa da cannabis medicinal. Com o objetivo de conscientizar parlamentares e a população em geral sobre os benefícios da planta, Manuela Borges e Thais Saraiva convidaram deputados, jornalistas e pessoas relacionadas ao tema para levar mais informação sobre o tema para o Congresso. 

No entanto, apesar de todos os participantes do ato estarem previamente cadastrados para entrada no Congresso, 15 pessoas tiveram a entrada impossibilitada no espaço e o evento foi realocado para o gramado do local. De acordo com Manuela, os seguranças também não permitiram que o grupo abrisse a faixa com os dizeres: “Cannabis medicinal é direito à saúde”.

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 “Foi frustrante, porque conseguimos mobilizar seis parlamentares, eles disponibilizaram o credenciamento com QR Code para a entrada de todos. E estava todo mundo dentro do Congresso Nacional, mas a gente não podia circular dentro do Salão Verde, um lugar é cheio de lobistas de arma de fogo, bebida alcoólica, cigarro e a cannabis sofre esse preconceito, dificultam de todas as formas. Não deixaram a gente abrir a faixa, mas abrimos, mesmo contrariando os seguranças. Valeu de qualquer forma, pois conseguimos reunir 20 ativistas, pessoas lutando pela regulamentação desta planta, pelo direito ao medicamento e a liberdade de escolha. Enfim, vamos continuar, firme e forte nessa luta, trabalhando para levar informação e tentar quebrar o preconceito.”

Manuela Borges

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O deputado distrital Leandro Grass (Rede) acompanhou o ato. O parlamentar, que foi entrevistado pelo Sechat recentemente, é autor da lei nº 6.839, incentiva estudos sobre o uso medicinal da Cannabis no Distrito Federal. Além dele, os deputados federais Bacelar (Podemos/BA), Alex Manente (Cidadania/AP), Túlio Gadelha (PDT/AP) e Joenia Wapichana (Rede/RR) e a senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP) apoiaram a causa.

Participaram do ato Norberto Fischer e Katiele Fischer, pais da menina Anny, a primeira autorizada pela Anvisa para importar um medicamento à base de canabidiol. Também estiverem presentes Rafael Arcuri, diretor executivo da ANC (Associação Nacional do Cânhamo) e membro da comissão de assuntos regulatórios da OAB-DF; André Fajardo, membro da USAhempBrasil e Vitor Telli e Roberta Souza, fundadores da Chocohemp.

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O debate sobre o assunto é necessário pois, segundo o Deputado Federal Paulo Teixeira, o PL 399/2015, que regulamenta o uso medicinal da cannabis no Brasil, será votado ainda este ano. Para isso, é preciso levar informação para os parlamentares – pois ainda existem aqueles que desconhecem o PL – e a sociedade em geral, para desmistificar e diminuir os preconceitos que ainda existem em torno do tema. No entanto, a falta de espaço encontrada pelos defensores da planta no Congresso Nacional deixou os participantes inseguros sobre o futuro da cannabis medicinal no Brasil. 

“O evento mostrou que realmente não será fácil quebrar a barreira do preconceito! Já sabíamos que não seria e seguimos incansáveis na luta por levar conhecimento científico e informação para dentro do parlamento. Acredito que assim, dia após dia, alcançaremos o tão sonhado acesso democrático à saúde e a descriminalização da pauta em si. Temos muito trabalho pela frente mas o saldo é sempre positivo para quem tem amor à causa. As possiblidades da cannabis são inúmeras tanto na medicina quanto na indústria. O Brasil não pode mais fechar o olhos para regulamentação. A economia verde já é realidade e seus benefícios aumentam a cada dia. São muitas frentes de trabalho em um vasto ramo que não pode mais ser ignorado.”

Thais Saraiva

Para Manuela, a aprovação do PL 399/2015 também corre riscos.

“Pelo que aconteceu ontem, eu sinto que o PL 399 pode não ser aprovado. Porque a gente vê que o nível de ignorância – no sentido de ignorar a informação – é muito grande. E nós lamentamos. Infelizmente, eu não sei se o parlamento está preparado para votar o 399.” 

Manuela Borges

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