A história do casal que difundiu a terapia psicodélica na década de 50

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(Foto: Pixabay/TherapeuticShroom)

Por João R. Negromonte

Ele, bancário e botânico norte-americano, ela, pediatra imigrante da Rússia. Robert Gordon Wasson e Valentina Pavlovna Wasson, era o típico casal de classe média estadunidense que tinha uma vida tradicional em Nova York na década de 50, ou nem tanto…  

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Quem via aquele casal passeando de mãos dadas pelas ruas da cidade, jamais poderia imaginar que eles foram responsáveis por uma vasta pesquisa com substâncias psicodélicas que mudaria a forma como as pessoas enxergam os “cogumelos mágicos”. 

Segundo reportagem da revista Life, de maio de 1957, aqueles que pareciam ser só mais um casal normal, na verdade, marcariam época descobrindo através de experimentos, que algumas espécies de cogumelos poderiam causar alucinações.

A revista que alcançava um grande público na época e era tida como formadora de opiniões, pela primeira vez, trazia estampado em suas páginas, fatos e fotos da longa pesquisa feita pelo casal sobre os cogumelos psicoativos. Naquele período, o tema ainda era pouco conhecido por grande parte da população, por isso, a reportagem que trazia detalhadamente a experiência do casal no México, onde grande parte da pesquisa ocorreu, tornou marido e mulher famosos não só nos EUA, mas em todo o mundo.

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Em matéria publicada uma semana depois na revista, This Week, assinada por Valentina e intitulada “Eu comi os cogumelos sagrados”, – que traz relatos sobre as experiências psicodélicas – tornou a psilocibina (substância presente nos cogumelos que causa alucinações) popular e desejada por várias pessoas.

Robert, segundo conta a história, nunca demonstrou muito interesse pelo tema, mas foi Valentina que despertou a curiosidade do marido pelos fungos, quando em 1927, os dois deram início a uma pesquisa informal sobre o reino fungi. Já em 1955, o casal viajou para o méxico onde conheceram de perto os rituais Mazatecas, que através do trabalho de uma curandeira chamada Maria Sabina, puderam experimentar pela primeira vez os tais “cogumelos mágicos”. Tal fato, fez com que o interesse pela psilocibina aumentasse, influenciando diretamente na cultura hippie dos anos 60. 

Há relatos que muitos jovens, ao saberem sobre o ritual psicodélico, foram atrás da curandeira como forma de experimentar também os efeitos dessa substância. No entanto, Robert viria a declarar insatisfação e arrependimento pela exposição indevida dessa cultura.

Para muitos, Robert e Valentina foram pioneiros ao popularizar o uso dos psicodélicos no mundo. Ao visitar o ritual Mazateca, se tornaram também os primeiros estrangeiros a participar da experiência psicodélica, como os mesmos gostavam de classificar como cerimônia sagrada. Outro também que merece destaque é o químico suíço Albert Hofman, considerado para muitos o “pai do LSD”. A dietilamida do ácido lisérgico, ou simplesmente LSD, é uma das substâncias alucinógenas conhecidas de maior poder psicoativo, sendo isolada pelo pesquisador em 1938 e ingerido pelo mesmo em 1943, colocando os três cientistas (Robert, Valentina e Albert) como pioneiros e defensores dos psicodélicos como medicamentos transformadores, isto é, substâncias capazes, segundo eles, de auxiliar nas patologias relacionadas a saúde mental.

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